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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

A ascensão dos nove por Pittacus Lore

Informações Skoob

Sinopse: Antes de encontrar John Smith, o Número Quatro, eu estava sozinha, lutando e me escondendo para continuar viva. Juntos, somos ainda mais poderosos. Mas isso só vai durar até precisarmos nos separar para localizar os outros. Fui até a Espanha em busca da Número Sete e encontrei mais do que esperava: um décimo membro da Garde, que conseguiu escapar vivo de Lorien. Ella é mais jovem que o restante de nós, mas igualmente corajosa. Agora estamos à procura dos outros — de John inclusive. 
Editora: Intrinseca
Autor(a): Pittacus Lore
Onde comprar: Saraiva|Submarino|Cultura
Classificação:

A série Os Legados de Lorien vem aos poucos conquistado meu coração e me empolgando a cada livro. Já resenhei Eu sou o número quatro (primeiro) e O poder dos seis (segundo) aqui no blog, confere lá antes de ler essa resenha.

O terceiro livro da série, A Ascensão dos Nove, introduz alguns dos personagens que estavam faltando para completar o quebra-cabeças e desenvolve um pouco mais dos segredos de Lorien. A narrativa se divide entre todos os Legados, o que garante uma visão ampla dos acontecimentos.
Dessa vez a calmaria dá lugar a adrenalina. O livro começa em um ritmo bom de acompanhar e termina prendendo a respiração do leitor. O fato de os Legados estarem cada vez mais próximos desvenda mistérios e aumenta o perigo da jornada desses seres extraterrestres. Além do que, nem tudo é o que parece e isso confunde a cabeça de todos, principalmente de John Smith.

A reunião dos Nove pode ser a única chance concreta que os Legados terão de derrotar Sekrátos Rá, o chefe malvado dos Mogs, mas também multiplica as chances de serem pegos e mortos. Por estarem espalhados pelo planeta terra essa reunião não é nada fácil e surpresas inesperadas atrapalham o caminho de John e seus amigos.
A narrativa em diversos pontos de vista fez com que a história de cada legado tivesse sua chance de aparecer, sendo assim, entendemos de onde veio o Número Nove, a Número Quatro e assim por diante. Cada Legado tem características diferentes, por isso a história ficou mais dinâmica e cheia de vida.


O livro tem romance, ação (muita, muita e muita) e ficção científica! Adorei o livro, apesar de sentir que o autor está enrolado para terminar a série e dar um fim para a perseguição Mogs x Lorianos. Para escrever essa resenha pesquisei um pouco sobre a obra e descobri que o autor “Pitaccus Lore” (pseudônimo de James Frey e Jobie Hughes) está envolvido em algumas polêmicas sobre o número de livros que essa série terá e qual será o rumo dos personagens. Confesso que fiquei um pouco chateada ao descobrir que Os Legados de Lorien pode se tornar uma “série capitalista”, na qual não importa o rumo da história, mas o quanto de dinheiro ela vai render.  🙁
Mas tirando esse fato, o livro é super divertido e o final me deixou muito ansiosa para o próximo volume! Para quem quer iniciar a leitura de ficção científica é um livro ótimo para começar, a narrativa é leve e a história muito envolvente.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

I want you so bad #16

I want you so bad é um meme criado por mim Luana, do Banana Pirata, no qual, posto sobre os livro que eu topo no Goodreads ou no Skoob e que eu quero muito ler.

Conversa com Fernando Pessoa por Carlos Felipe Moisés

Informações Skoob

Sinopse: O livro, além de atraente e elucidativo visualmente, apresenta uma sólida base informativa por trás da estrutura ficcional. Possui uma cronologia da vida de Fernando Pessoa, seguida de uma antologia de poemas e da entrevista ficcional. A antologia e a entrevista respectivamente apresentam e discutem os poemas do ortônimo, de seus principais heterônimos e do livro Mensagem, único publicado em vida por Pessoa. Estilos e características dos principais heterônimos também são explicados, pelo próprio poeta, nessa entrevista.Com uma primorosa pesquisa de trechos dispersos em vários escritos de Pessoa, Carlos Felipe Moisés dá vida ao célebre poeta, fazendo-o dialogar com um adolescente brasileiro. Habilmente estruturada, a ficção – que não deixa, em um só momento, seu compromisso com a fidelidade histórica e literária – envolve o leitor jovem, que se identifica com a descontração da obra, e facilita o seu entendimento acerca dos poemas aqui reunidos e do fascinante mundo da poesia pessoana em geral.
Editora: Editora Ática
Autor: Carlos Felipe Moisés
Onde Comprar: Saraiva|Submarino|Cultura

Oi gente!
Meu desejo da semana é um livro que conta um pouquinho sobre o Fernando Pessoa, que é um poeta (escritor) português que se tornou um dos meus favoritos desde o finalzinho do ano passado. Outro dia desses falamos sobre ele em uma das minhas aulas de Leitura e Produção Escrita (só eu adoro essas aulas?) e me deu vontade de ler algo mais sobre o Fernando Pessoa.
Pra que não sabe, o Fernando é conhecido por seus “mil e um” heterônimos, que são personagens autores que ele criou para escrever por ele, mais ou menos como diversas personalidades. A questão é que alguns historiadores acreditam que nem mesmo os poemas assinados como Fernando Pessoa sejam do Fernando mesmo, eles acreditam que Fernando Pessoa seja outro heterônimo. Confuso, né?
Por isso achei esse livro interessante, além do conter alguns poemas Pessoa e seus heterônimos (recomendo muito o “Tabacaria” é o meu favorito) ele conta alguns períodos da vida do autor e contém uma entrevista (como o próprio título já informa) para ajudar a entendermos um pouco dos mistérios de Pessoa.
Quem gosta de poesia tem que conhecer Pessoa, ele é um autor incrível.
E vocês, o que querem ler essa semana? Conta aí, eu quero saber!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Gregor, o Guerreiro da Superfície por Suzanne Collins

Informações Skoob


Sinopse: O pai de Gregor, de 11 anos, desapareceu há mais de dois anos, o que tornou a vida do menino muito difícil. Mas tudo se complica ainda mais quando ele cai através de um duto de ventilação na lavanderia do prédio onde mora, e encontra um incrível universo desconhecido sob a cidade de Nova York. Agora, apesar de seus protestos, o menino precisa liderar um estranho grupo de humanos e animais gigantes numa missão que pode salvar o Subterrâneo além de ser a única saída para encontrar seu pai.
Editora: Galera Record
Autor(a): Suzanne Collins
Onde comprar: Saraiva|Submarino|Cultura
Classificação:

Confesso que comprei esse livro por ser da Suzanne Collins, autora da trilogia Jogos Vorazes. Sou apaixonada por essa série e resolvi me aventurar em outras obras da Collins. Posso dizer que fiquei um pouco decepcionada, mas explico o porquê mais pra frente.

Gregor, o Guerreiro da Superfície é o primeiro livro da série Crônicas do Subterrâneo e conta a história de Gregor! hahaha Bom, Gregor e um garoto de 13 anos que acaba em uma grande enrascada aventura com sua irmã mais nova Boots.
Os dois caem em uma passagem da lavanderia e acabam descobrindo um novo mundo: o Subterrâneo. Esse tal mundo é cheio de criaturas esquisitas (lê-se baratas, ratos e afins) e também de humanos, conhecidos como habitantes do Subterrâneo. Lá Gregor conhece a realeza e descobre que faz parte de um grande destino. Como todo bom herói recém descoberto, o garoto insiste em dizer para todos que aquela profecia não se refere a ele. Mas ele estava enganado…

O dilema de Gregor é resolvido quando ao entender a profecia o garoto percebe que seu pai pode estar perdido naquelas terras subterrâneas, já que ele havia sumido misteriosamente anos atrás. Munido de esperança de rever o pai o garoto concorda em sair em uma aventura digna de herói. Porém nem tudo é fácil e simples no subterrâneo, ao mesmo tempo que o Guerreiro da Superfície saí em busca de seu pai perdido, está acontecendo uma guerra entre os ratos (malvados, por assim dizer) e os outros povos do subterrâneo. Eles disputam território e poder, e no meio dessa confusão toda Gregor entende a importância de suas atitudes para aquele povo.
No geral achei o livro interessante e voltado mais para o público infantil. Não que eu não tenha me divertido, foi legal, mas… Acho que se eu fosse mais nova teria adorado a história. Suzanne tem uma narrativa bem descritiva, o que ajuda a montar o cenário para a fantasia que ela criou, porém em certos pontos a descrição me entediou e só me empolguei com o final do livro.

Achei o Gregor bem “maduro” pra uma criança de 12/13 anos, gostei das atitudes deles. Não há como não lembrar de Harry Potter, na época em que comecei a ler as histórias do bruxinho tenho certeza que teria amado conhecer o Gregor.
A história é uma aventura infanto-juvenil bem construída, mas não me atraiu. Estava esperando outra coisa e acabei me decepcionando. Recomendo o livro para o público mais jovem!

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Vida Marcella

We heart it

Sabe aquelas garotas que sempre andam com o cabelo preso e tem um olhar perdido em qualquer lugar que vai? Aquela que você encontra sem querer na padaria e fica entre o dar ou não um “oi”?
Outro dia desses encontrei uma menina assim. Aqui pra vocês, vou chamá-la de Marcella. E tanto faz se esse é ou não o nome dela, a Marcella é sonhadora demais pra um dia chegar a ler esse texto. Enfim, não vamos nos ater nos detalhes. Não importa o título, mas a história.
Conheci a Marcella em um dia qualquer, em um lugar qualquer. OK, na verdade, a conheci na cafeteria, quando ela -acidentalmente- pegou meu pedido no lugar do dela.
Logo de cara não gostei dela. Fala sério, quem gosta da pessoa que pega seu Mocca por engano? Mas olhando direito pra cara da Marcella, vi aqueles olhos perdidos e me encantei. E daí, pronto, viramos amigas.
Marcella é aquele tipo de menina que vive com a cabeça na Lua. Olha pra janela e pensa numa vida totalmente diferente, na qual ela é a mocinha heroína que salva o mundo do mal. Não se engane aqueles olhos podem estar focados nos seus, mas os pensamentos da Marcella não têm nem uma parcela de você.
Ela olha pra janela e pensa naquela viagem que ela nunca vez, mas vai fazer. Pensa nos namorados que ela só namorou no pensamento e jura que pode te dar os melhores conselhos do mundo, mesmo só tendo vivido aquilo que se passou na sua cabeça.  Ela pensa no enigma que seu próprio sexo é, e chega a conclusões malucas. Marcella gosta de teorizar.
A menina Marcella aprendeu a sonhar nos livros e não conseguiu mais se livrar do hábito. Viciou em ter uma vida imaginada e desde então descobriu que sonhar acordada é melhor que dormindo.  “Nos sonhos todo mundo diz o que eu quero que digam” ela me diz toda vez que brigo por ela não ter me ouvido direito. A menina Marcella gosta de olhar pela janela e inventar uma vida só dela:  linda, maravilhosa e irreal. Pra falar a verdade, nem da janela ela precisa.
Pensa em como vai ser aquele primeiro encontro. Pensa no recado que vai deixar na caixa eletrônica. Pensa nos beijos. Pensa nos presentes de Dia dos Namorados. Pensa na dor de perder o amor de sua vida – que foi minunciosamente pensado também, por favor.  Pensa no texto que vai escrever depois de ter terminado o namoro. Pensa em como vai ser triste perder um ente querido. Pensa no trabalho que ela vai entregar na semana que vem. Pensa no romance mal resolvido que o cara do caixa do supermercado viveu. Pensa nos problemas da irmã. Pensa nos amigos que vai fazer naquele curso de inglês que ela vai começar. Pensa nos livros que ainda vai ler. Pensa nos pensamento que ainda vai ter. Pensa naqueles que já teve. Pensa, também, naqueles que não tem mais. Pensa, pensa, pensa.
Marcella pensa tanto, mas não pensou em viver.
E, por causa disso, pensou de novo em como seria viver pensando menos. Viver só pelo simples ato de existir. Sem sonhos acordados e “E se…s” imaginados. Marcella pensou que a vida deve ser menos complicada quando a gente só faz o que der na telha, sem pensar. Pensou em pedir conselhos para viver uma vida mais simples. Pensou em desistir e continuar do jeito que era. Pensou nisso e decidiu deixar de pensar em cada passo.
Então, Marcella agora não tem mais os olhos perdidos que tanto me encantaram um dia. Ela deixou de pensar no amor da vida dela e, por ironia do destino, acabou encontrando o cara dos seus sonhos. Marcella agora não confunde mais os pedidos na cafeteria e não chama atenção por seus pensamentos desconexos. Agora ela presta atenção nos meus casos. Nos dela. E nos de todo mundo. Ela não fica olhando pro vazio e se perdendo em si mesma.
Marcella se encontrou.
Os olhos que ganharam minha amizade deram lugar aquele brilho de curiosidade que tantas outras pessoas têm. Marcella deixou de ser a pessoa que roubou meu Mocca pra ser a menina que me olha nos olhos e tem, mesmo, bons conselhos pra dar. Sabe por quê? Porque ela viveu mesmo tudo aquilo que um dia imaginou. 
———————–
Hey, aqui estou eu de volta para a felicidade (ou não) de vocês. Perguntei na última crônica que postei se vocês queriam mais textos e algumas pessoas me pediram pra postar, então selecionei esse que eu gosto bastante. É um pouco antigo, mas adoro a Marcella e queria que vocês conhecessem ela.
Espero que gostem! Então, sejam bonzinhos e me digam o que acharam, ok?

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Jogos literários que você tem que experimentar

Oi gente!
O Carnaval já passou e a vida começou pra valer agora, então nada de procrastinar e deixar a preguiça se instalar na rotina, certo? Ham… Bom, não sou a rainha da organização, mas esse ano já estabeleci uma rotina para seguir tanto aqui no blog quanto na minha vida pessoal, mas como nem tudo precisa ser só regras regras e regras, vim aqui apresentar alguns Apps que me salvam do tédio completo das filas de espera.
Não são quaisquer Apps, são joguinhos que tem relação com livros e palavras. Conheci eles durante as férias e não consigo mais largar!

Big Book Quiz


Já falei pra você que eu A-D-O-R-O um quiz? hahaha Meu lado nerd sempre me vicia nesses joguinhos de perguntas e respostas.
O Big Book Quiz não é bem um jogo de perguntas e respostas, na verdade, nele você tem que acertar o nome do autor de vários livros famosos a partir da foto e do título de cada um.
O jogo não tem a versão das capas e títulos em português, por isso a dificuldade é um pouquinho maior, mas na maioria das vezes e fácil de adivinhar por se tratar de livros conhecidos mundialmente. Além do que, pra quem adora ler alguns títulos já são conhecidos.

Esse App está disponível na App Store. Não sei se tem a versão para Android, se vocês souberem avisem que eu edito o post.

Misturadinhos


Esse é meu novo queridinho do Ipod. Na mesma onda de Song Pop e Draw Something, o Misturadinhos é um jogo no estilo desafio de caça palavras. Funciona assim: Você se cadastra no jogo através da sua conta no Facebook (caso você não tenha uma, pode ser através do e-mail mesmo) e desafia alguns dos seus amigos para um jogo. Quem fizer o maior número de combinações, ou seja, maior número de palavras ganha a rodada. Cada jogo tem três rodadas e vence quem ganhar o maior número de rodadas, no caso, duas ou mais.
Não sei se deu pra entender bem, minha didática é péssima (sorry), se não entendeu lê aqui as regras do jogo lá no site oficial 🙂 . O jogo é bem parecido com um mini caça-palavras online, quem gosta de “desafios” e caça palavras vai amar. Ah, dá pra jogar em outras línguas também, é ótimo pra treinar o inglês!
O único ponto chato é que por ser online é preciso estar conectado na internet pra jogar, então em lugares sem Wi-fi são boring :/

Esse App está disponível na App Store, na Google Play e dá para jogar pelo Facebook.

É isso pessoal! De joguinhos nerds legais eu só jogo esses. Existem milhares de Apps para ler livros ou coisas do gênero, mas isso é assunto pra outro post!
P.s: Quem tiver indicações a fazer por favor, faça! Adoro conhecer aplicativos novos pra ficar fuçando nas horas vagas hahahaha.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Extras por Scott Westerfeld

Informações Skoob

Sinopse: No quarto livro da série, A Era da Perfeição ficou no passado. A libertação promovida graças aos esforços de Tally Youngblood deu fim a uma cultura onde a beleza e as modificações cerebrais, que transformavam todos em avoados, eram a base do sistema. Nesse novo mundo onde Aya Fuse — não apenas uma Feia de 15 anos, mas uma Extra — tenta sobreviver, existe uma coisa muito mais importante e poderosa do que a beleza: a fama. Ocupando o 451.611º lugar em uma tabela que mede a popularidade das pessoas, Aya é só uma Extra nesse complexo sistema social. Mas a descoberta de um grupo de misteriosas meninas que se arriscam a surfar em trens magnéticos pode ser a oportunidade perfeita para alcançar o seu lugar no topo. Uma matéria tão boa que irá despertar o interesse de todo mundo, incluindo alguém há muito desaparecido.
Editora: Galera Record
Autor(a): Scott Westerfeld
Onde Comprar: Saraiva|Submarino|Cultura
Classificação:

Adoro a série Feios. Um dos primeiros livros que resenhei para o blog foram os dessa série e só tenho elogios para Scott Gênio Westerfeld. Esse não é outro livro da trilogia, mas tem o mesmo “universo” com personagens diferentes.

Em Extras a protagonista é Aya, ela tem 15 anos e é uma Extra (o equivalente para Feio na Era da Perfeição). Depois que Tally Youngblood transformou a sociedade de avoados em pessoas “borbulhantes” e pensantes, o mundo mudou radicalmente. Agora as pessoas escolhem se e como farão sua própria cirurgia sem os efeitos colaterais da antiga e a beleza não é mais uma obrigação, mas mesmo com tudo diferente ter 15 anos continua sendo um saco.
Aya Fuse sabe bem disso, além de ainda ser uma Feia (não passou pela cirurgia por imposição dos pais) ela é também uma Extra, ou seja, sua posição no ranking de popularidade beira os seis dígitos e o anonimato é uma sombra que a persegue.

Numa sociedade na qual o mais importante é ser notado, é de se esperar que os personagens tenham atitudes mesquinhas e narcisistas, mas como Scott sempre sabe o que faz, isso não é uma regra. A ideia de ser popular está atrelada a divulgar uma matéria que entretenha a todos, seja ela de cunho egoísta ou não. Por isso, um dos personagens mais importantes da trama é na verdade uma câmera portátil: a Moogle.
Como sempre, não faltam elementos que lembrem nossa sociedade atual, a busca pela fama e as câmeras portáteis me lembraram muito os tais canais do Youtube.
Assim como em Feios, Scott cria uma atmosfera na qual há um certo tom de conspiração em tudo que cerca a atividade do governo e das pessoas que detém a fama e, consequentemente, o poder. Porém, ao terminar de ler a sensação que tive não foi de inconformidade com os rumos da distopia, pelo contrário, me senti muito bem com a história. Percebi que nem tudo é um truque para nos enganar e que no fundo os grandes vilões somos nós mesmos.

Mais um pouquinho da Moleskine! hahaha

Não é o meu livros preferido da série, o começo lento me deixou entendia em algumas partes, só a partir da Parte II que meus olhos não conseguiram desgrudar das páginas. É uma história empolgante e misteriosa, o final me surpreendeu de tal forma que só o Gênio consegue, o livro foge dos clichês das distopias e trás uma mensagem de esperança que me fizeram sorrir ao ler o final.
Enfim, é uma das obras geniais do Scott e por isso está mais do que recomendado!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

A lista negra por Jennifer Brown

Informações Skoob
Sinopse: E se você desejasse a morte de uma pessoa e isso acontecesse? E se o assassino fosse alguém que você ama? O namorado de Valerie Leftman, Nick Levil, abriu fogo contra vários alunos na cantina da escola em que estudavam. Atingida ao tentar detê-lo, Valerie também acaba salvando a vida de uma colega que a maltratava, mas é responsabilizada pela tragédia por causa da lista que ajudou a criar. A lista com o nome dos estudantes que praticavam bullying contra os dois. A lista que ele usou para escolher seus alvos. Agora, ainda se recuperando do ferimento e do trauma, Val é forçada a enfrentar uma dura realidade ao voltar para a escola para terminar o Ensino Médio. Assombrada pela lembrança do namorado, que ainda ama, passando por problemas de relacionamento com a família, com os ex-amigos e a garota a quem salvou, Val deve enfrentar seus fantasmas e encontrar seu papel nessa história em que todos são, ao mesmo tempo, responsáveis e vítimas.
Editora: Gutenberg
Autor(a): Jennifer Brown
Onde Comprar: Saraiva|Submarino|Cultura

Classificação:

Quem me acompanha no Instagram (hey, me segue lá! @lubshirata) sabe que terminei esse livro no final do ano passado, foi o último e o melhor, diga-se de passagem, do ano. Portanto, essa resenha está mais do que atrasada. Eu sei. Isso aconteceu porque eu não sabia como começar.
Para mim é mais difícil escrever sobre livros que amei e mexeram comigo de uma forma extraordinária. Com A Lista Negra foi assim. A história me tirou do eixo e fiquei atônica com o que li, por isso precisei de um longo tempo para assimilar tudo e vir aqui contar o que achei.

No livro conhecemos Valerie, uma garota que aparentemente é igual as outras, mas ela sofreu um trauma terrível: sua escola foi vítima de um massacre. Só que não é só isso, a matança foi feita pelo namorado dela Nick a partir de uma lista que eles fizeram juntos. A tal lista tinha o nome de Lista Negra, nela os dois escreviam tudo o que mais odiavam no mundo, inclusive pessoas.
A história principal se foca no desenrolar depois da tragédia. Como os alunos lidaram com o acontecido? Quem sofreu mais? Quem é vítima e quem é culpado? Jennifer Brown soube como colocar tais questionamentos no decorrer da trama de modo fenomenal. Valerie nos conta como está sendo seu período de recuperação e volta ao Colégio Garvin e, ao mesmo tempo, narra os flashbacks dos dias anteriores ao acontecido e do dia da tragédia em si.

A leitura é simples e clara, mas a atmosfera do livro não é nada bonitinha. Valerie vive um dilema de se sentir como uma vítima por ter sido atingida psicológica e fisicamente, heroína por ter parado os disparos do namorado e culpada por ter feito a lista junto com Nick e não ter percebido que o ele planejava fazer. Esse dilema é a grande questão do livro. Afinal, quem é que pode julgar a Val?
Mas acima de tudo, o livro trata de bullying e o que seus extremos podem levar alguém a fazer. Não sou a politicamente correta que acha que bullying é o mal do século, mas lendo o livro e vendo os dois lados da questão percebi que é um problema muito maior do que pensava.

A história não é baseada em fatos reais, mas é impossível não associar o massacre da Escola Garvin com Realengo ou ataques que aconteceram nos EUA. O livro impacta porque é real. Conta a história de adolescentes comuns que tanto praticavam quanto sofriam bullying, que poderiam estar em qualquer escola.
Jennifer Brown criou um romance lindo e triste -se é que isso é possível. Não é uma história para se tirar lições de vida a partir de um final feliz, na verdade, não sei se é plausível haver um final feliz para essa tragédia, já que no fim todos são afetados por algo dessa magnitude.

O livro me incomodou, mudou alguns conceitos que eu tinha e me deu uma nova perspectiva para encarar os fatos. Não é possível não se afetar com a história, por isso, ela é sensacional.
 Faltam adjetivos pra descrever o que foi ler esse livro, não sei mais o que dizer, então leiam. Porque só assim vão entender o que estou falando.

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